Saiu no New York Times(recebido por mail)
Fevereiro 27, 2007 at 4:25 pm | In conversa do dia | 4 Comments
Os Gerentes de uma Editora estão a tentar descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há CINCO DIAS.
George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar, onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.
Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.
O seu chefe, Elliot Wachiaski disse:
“O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. “Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho. “A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.
Sugestão:
De vez em quando acene aos seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos !
Moral da história:
Não trabalhe demais. Ninguém nota mesmo.
Já sabem pessoal… Sempre que virem um colega parado por mais de 5 minutos, ou sempre que chegarem aos empregos e já lá estiver alguém a trabalhar, dêem-lhe um encontrão, não vá o colega ter quinado…
20 anos apos a sua Morte
Fevereiro 23, 2007 at 12:39 pm | In Personalidades, conversa do dia | 2 CommentsZeca Afonso
o qual cresci a ouvir e que tive a honra de conhecer, fica a minha homenagem a ele e a ti pai que me ensinaste que se deve viver de uma forma justa e correcta perante os outros…
Canção Da Paciência
Zeca Afonso
Muitos sóis e luas irao nascer
Mais ondas na praia rebentar
Já nao tem sentido ter ou nao ter
Vivo com o meu ódio a mendigar
Tenho muitos anos para sofrer
Mais do que uma vida para andar
Beba o fel amargo até morrer
Já nao tenho pena sei esperar
A cobiça é fraca melhor dizer
A vida nao presta para sonhar
Minha luz dos olhos que eu vi nascer
Num dia tao breve a clarear
As àguas do rio sao de correr
Cada vez mais perto sem parar
Sou como o morcego vejo sem ver
Sou como o sossego sei esperar
Gosto de
Fevereiro 6, 2007 at 2:03 pm | In conversa do dia | 3 CommentsHoje no carro, a caminho mais um dia de trabalho… o tema foi o que gostamos e o que não gostamos…
Hoje deixo vos o que gosto…
Gosto
-
de olhar o céu azul
-
do cheiro a terra acabada de molhar
- do sorriso do meu filho
- de olhar nos olhos
- de beijos, mimos e afins
- de conversar
- de Musica
- de Ler
- de ouvir as tuas histórias
- de fazer puzzles
- de brincar com a criançada
- de namorar a lua
- de rir a gargalhada
- de um copo de sangria
- do mar
- da areia da praia
- de dormir nua
- de aventuras
- de policiais
- de vestir de preto, do roxo e do cinzento
- de viver a vida
- de fazer amigos
- e vocês gostam do quê?
Tipos de Humor
Janeiro 24, 2007 at 2:52 pm | In conversa do dia | 7 CommentsAo folhear a revista da qual sou assinante ( sim uma futilidade). Deparo-me com um artigo sobre o poder do humor. Resolvi partilhar convosco os tipos de humor existentes, segundo Rod Martin em The Psychology of Humor, existem 4 tipos.
Sabem qual é o vosso???
- Hostil. Agressivo e destruidor, é usado para criticar e manipular o outro, usando o sarcasmo e o ridículo. Tem um impacto muito forte. O “agressor” evita responsabilidade no seu acto, utilizando a desculpa de que “era brincadeira”
- Agregador. É o tipo de humor que alivia os ambientes. Doce e amigável, quem o usa é capaz de rir das suas próprias falhas. Reforça os laços do grupo, mas pode ser utilizado para excluir alguém dele
- Auto-infligido. Quem o utiliza está sempre a fazer palhaçada, usando os seus próprios defeitos para divertir os outros. É utilizado por pessoas desejosas de agradar. Quem usa este tipo de humor de forma rotineira, destrói o respeito por si próprio, experimenta altos níveis de ansiedade e corre o risco de entrar em depressão
- Rir da vida. É o género de humor de quem olha os acontecimentos da vida sempre pelo lado positivo, sabe enfrentar os desafios e rir dos absurdos. Alimenta-se a si próprio, sem precisar de audiência. Os estudos demonstram que traz benefícios para a saúde
O aborto, a angústia e os direitos.
Janeiro 23, 2007 at 1:51 pm | In conversa do dia | 7 Commentsrecebido por email… muito interessante sem duvida
Nos debates sobre o aborto, os argumentos invocados são uma multiplicidade impressionante. Fala-se de tribunais e maternidades, clínicas espanholas e classes sociais, prisões, embriões, semanas, impostos e decretos-leis. No meio de assuntos tão variados, apresentados de forma tão intensa, é fácil perder de vista o essencial.
Ninguém duvida que a questão do aborto cruza problemas distintos. Mas ele nasce de um dilema muito simples e muito doloroso, situado no seu núcleo essencial. É esse dilema que gera a enorme dificuldade da questão e motiva o debate tão decisivo e apaixonado. Todos os outros aspectos e pormenores perdem o valor perante esta dualidade elementar.
Na questão do aborto voluntário verifica-se a contraposição entre dois valores básicos e fundamentais: o direito à liberdade da mãe e o direito à vida do embrião. Aliás, os próprios movimentos que se opõem manifestam isto mesmo, ao denominarem-se respectivamente “pela escolha” e “pela vida”. Assim, a resposta à pergunta do referendo apresenta-se de forma cortante. Quem acha que a liberdade da mulher para determinar a sua vida e o seu corpo é essencial deve votar “sim”. Quem pensa que o direito à vida do embrião é dominante deve votar “não”.
Ninguém duvida que cada um destes direitos representa algo de essencial na dignidade humana. O específico no debate do aborto é que cada um deles, sendo fundamental, se opõe ao outro que é igualmente fundamental. Assim, de certa maneira, ao defender um se está implicitamente a menosprezar o outro. Isto é que torna a questão tão angustiante. A sua dificuldade vem precisamente deste custo: secundarizar e diminuir algo de vital ao proclamar um aspecto também vital.
Ter consciência deste custo ajuda, não só a ver a importância da questão, mas também a entender e, talvez, a respeitar os adversários. Eles lutam por um valor que não podemos deixar de reconhecer. Percebe-se também que, dada a dificuldade do dilema, tanta gente procure escamotear a questão levando-a para campos acessórios. Mas a verdade irredutível é que o problema mantém sempre toda a sua dolorosa acuidade: dois direitos básicos opõem-se quando uma mulher contempla abortar o filho que gerou.
Todos os outros elementos e argumentos, dos traumas pós-aborto aos riscos para a saúde pública, das razões sócio-económicas à constitucionalidade da lei, só ganham significado na solução deste dilema central. Que interessa o défice do orçamento perante os riscos da liberdade individual? Que significam os inconvenientes pessoais face a uma vida humana em risco?
Mas, como vimos, o peso de cada um desses valores mede-se no confronto com o outro. Essa é a gritante dificuldade. Quem vota “sim” tem de estar preparado para levar a sua defesa da liberdade da mulher a ponto de se sobrepor à vida do filho em gestação. Deve votar “não” quem acha que a vida do embrião tem um valor tão grande que chega para sacrificar a liberdade da sua mãe em definir o seu futuro num momento tão doloroso. Um “sim” está pronto a destruir uma vida e um “não” prepara-se para restringir uma liberdade pessoal fundamental. Este é o profundo dramatismo do dilema. Não há volta a dar-lhe: é preciso escolher uma resposta e ela, qualquer que seja, tem sempre implicações terríveis.
Não admira também que tanta gente opte pela abstenção. Mas a fuga nada resolve e o dilema mantém-se mesmo para os que não olham. Por outro lado, quem diz que a lei deve deixar uma questão tão importante à decisão de cada um abre involuntariamente a porta a potenciais atrocidades. No fundo, os primeiros votam “não” sem querer, pois a abstenção favorece o quadro vigente, enquanto os segundos ambiguamente concordam com o “sim”, e ambos de forma passiva. Nunca se esqueça de que o regime nazi se afirmou perante a abstenção de uns e a demissão de outros.
Este é o dilema elementar do referendo. Mas existe um detalhe que rompe o paralelismo: os dois lados não se colocam igualmente perante estes termos. Os defensores do “não” assumem o sofrimento das mães, criando muitas instituições para o aliviar, enquanto os do “sim” costumam escamotear a vida do embrião. Isto só por si revela um facto indesmentível: postos francamente em confronto, o valor da vida sobrepõe-se naturalmente ao da liberdade. Sem liberdade a vida resiste, mas sem vida não há nada. Essa é a razão por que em todas as civilizações da História, o aborto provocado foi em geral sempre repudiado.
João César das Neves
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