virtual-recebido por email

Janeiro 30, 2007 at 4:33 pm | In dia a dia | 4 Comments

Num restaurante entra um menino a pedir esmola, vendo-me no computador pergunta-me o que estou a fazer…Respondo estou acedendo a internet….- O que é Internet ?
       – É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas,
       notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar,
       trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
       – E o que é virtual?
       Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que
       ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
      – Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar,
       apanhar, pegar… é lá que criamos um monte de coisas que
       gostaríamos de fazer.
       Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como
       queríamos que fosse.
      – Que bom isso. Gostei!
       – Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
       – Sim, também vivo neste mundo virtual.
       – Tens computador?! – Exclamo eu!!!
       – Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira…Virtual.
       A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a
       vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a
       chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o
       corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu
       pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa
       família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de
       natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.
      Isto é virtual não é senhor???
       Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas
       caíssem sobre o teclado.
       Esperei que o menino acabasse de literalmente “devorar” o prato
       dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais
       belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um “Brigado
       senhor, você é muito simpático!”.
     Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato
       em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia
       de verdade e fazemos de conta que não percebemos!

Lembra-te

Janeiro 29, 2007 at 1:15 pm | In Poema do dia | Leave a Comment

Hoje acordei com saudades…

por isso aqui fica um poema de Mário Cesariny
Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

Bom fim de semana

Janeiro 26, 2007 at 5:01 pm | In paixão | 2 Comments

Um dia alguém me disse isto.” Gosto do nosso sofá, do sorriso da tua foto, do teu ” bom dia”,  de andar carro sem destino, de chorar, de rir , do meu farol, de visitar a minha praia a noite”

eu digo-lhe Gosto de ti obrigada por existires

beijos e bom fim de semana

Resposta a desafio

Janeiro 25, 2007 at 6:36 pm | In paixão | 5 Comments

Para ti com muito Carinho e muita atenção …;) e assim respondendo ao desafio do Ministério aqui fica o resultado final  

www.cagalhoum.blogspot.com 

Sentada na pedra fria dos degraus da tua casa, numa noite onde o negrume reflectia o meu pensamento.As formas que já foram e agora um corpo retalhado pela vida. Pinto na tela a morte, com a audácia misturo as cores com a água…Pego no café, olho-me ao espelho, a pele gasta, com pequenos gestos ajeito o cabelo.   Sinto um eco, uma voz, vinda de norte.Tudo reage em mim, todos os sentidos são o mote para o sexo não ter fim 

Beijos paixão…

Tipos de Humor

Janeiro 24, 2007 at 2:52 pm | In conversa do dia | 7 Comments

Ao folhear a revista da qual sou assinante ( sim uma futilidade). Deparo-me com um artigo sobre o poder do humor. Resolvi partilhar convosco os tipos de humor existentes, segundo Rod Martin em The Psychology of Humor, existem 4 tipos. 

Sabem qual é o vosso???

- Hostil. Agressivo e destruidor, é usado para criticar e manipular o outro, usando o sarcasmo e o ridículo. Tem um impacto muito forte. O “agressor” evita responsabilidade no seu acto, utilizando a desculpa de que “era brincadeira”

- Agregador. É o tipo de humor que alivia os ambientes. Doce e amigável, quem o usa é capaz de rir das suas próprias falhas. Reforça os laços do grupo, mas pode ser utilizado para excluir alguém dele

- Auto-infligido. Quem o utiliza está sempre a fazer palhaçada, usando os seus próprios defeitos para divertir os outros. É utilizado por pessoas desejosas de agradar. Quem usa este tipo de humor de forma rotineira, destrói o respeito por si próprio, experimenta altos níveis de ansiedade e corre o risco de entrar em depressão

- Rir da vida. É o género de humor de quem olha os acontecimentos da vida sempre pelo lado positivo, sabe enfrentar os desafios e rir dos absurdos. Alimenta-se a si próprio, sem precisar de audiência. Os estudos demonstram que traz benefícios para a saúde

O aborto, a angústia e os direitos.

Janeiro 23, 2007 at 1:51 pm | In conversa do dia | 7 Comments

 recebido por email… muito interessante sem duvida

Nos debates sobre o aborto, os argumentos invocados são uma multiplicidade impressionante. Fala-se de tribunais e maternidades, clínicas espanholas e classes sociais, prisões, embriões, semanas, impostos e decretos-leis. No meio de assuntos tão variados, apresentados de forma tão intensa, é fácil perder de vista o essencial.
Ninguém duvida que a questão do aborto cruza problemas distintos. Mas ele nasce de um dilema muito simples e muito doloroso, situado no seu núcleo essencial. É esse dilema que gera a enorme dificuldade da questão e motiva o debate tão decisivo e apaixonado. Todos os outros aspectos e pormenores perdem o valor perante esta dualidade elementar.
Na questão do aborto voluntário verifica-se a contraposição entre dois valores básicos e fundamentais: o direito à liberdade da mãe e o direito à vida do embrião. Aliás, os próprios movimentos que se opõem manifestam isto mesmo, ao denominarem-se respectivamente “pela escolha” e “pela vida”. Assim, a resposta à pergunta do referendo apresenta-se de forma cortante. Quem acha que a liberdade da mulher para determinar a sua vida e o seu corpo é essencial deve votar “sim”. Quem pensa que o direito à vida do embrião é dominante deve votar “não”.
Ninguém duvida que cada um destes direitos representa algo de essencial na dignidade humana. O específico no debate do aborto é que cada um deles, sendo fundamental, se opõe ao outro que é igualmente fundamental. Assim, de certa maneira, ao defender um se está implicitamente a menosprezar o outro. Isto é que torna a questão tão angustiante. A sua dificuldade vem precisamente deste custo: secundarizar e diminuir algo de vital ao proclamar um aspecto também vital.
Ter consciência deste custo ajuda, não só a ver a importância da questão, mas também a entender e, talvez, a respeitar os adversários. Eles lutam por um valor que não podemos deixar de reconhecer. Percebe-se também que, dada a dificuldade do dilema, tanta gente procure escamotear a questão levando-a para campos acessórios. Mas a verdade irredutível é que o problema mantém sempre toda a sua dolorosa acuidade: dois direitos básicos opõem-se quando uma mulher contempla abortar o filho que gerou.
Todos os outros elementos e argumentos, dos traumas pós-aborto aos riscos para a saúde pública, das razões sócio-económicas à constitucionalidade da lei, só ganham significado na solução deste dilema central. Que interessa o défice do orçamento perante os riscos da liberdade individual? Que significam os inconvenientes pessoais face a uma vida humana em risco?
Mas, como vimos, o peso de cada um desses valores mede-se no confronto com o outro. Essa é a gritante dificuldade. Quem vota “sim” tem de estar preparado para levar a sua defesa da liberdade da mulher a ponto de se sobrepor à vida do filho em gestação. Deve votar “não” quem acha que a vida do embrião tem um valor tão grande que chega para sacrificar a liberdade da sua mãe em definir o seu futuro num momento tão doloroso. Um “sim” está pronto a destruir uma vida e um “não” prepara-se para restringir uma liberdade pessoal fundamental. Este é o profundo dramatismo do dilema. Não há volta a dar-lhe: é preciso escolher uma resposta e ela, qualquer que seja, tem sempre implicações terríveis.
Não admira também que tanta gente opte pela abstenção. Mas a fuga nada resolve e o dilema mantém-se mesmo para os que não olham. Por outro lado, quem diz que a lei deve deixar uma questão tão importante à decisão de cada um abre involuntariamente a porta a potenciais atrocidades. No fundo, os primeiros votam “não” sem querer, pois a abstenção favorece o quadro vigente, enquanto os segundos ambiguamente concordam com o “sim”, e ambos de forma passiva. Nunca se esqueça de que o regime nazi se afirmou perante a abstenção de uns e a demissão de outros.
Este é o dilema elementar do referendo. Mas existe um detalhe que rompe o paralelismo: os dois lados não se colocam igualmente perante estes termos. Os defensores do “não” assumem o sofrimento das mães, criando muitas instituições para o aliviar, enquanto os do “sim” costumam escamotear a vida do embrião. Isto só por si revela um facto indesmentível: postos francamente em confronto, o valor da vida sobrepõe-se naturalmente ao da liberdade. Sem liberdade a vida resiste, mas sem vida não há nada. Essa é a razão por que em todas as civilizações da História, o aborto provocado foi em geral sempre repudiado.


João César das Neves

Frase do Dia

Janeiro 23, 2007 at 1:43 pm | In Frase do dia, Poema do dia | 2 Comments

Poupar o coração
é permitir à morte
coroar-se de alegria.

Eugénio de Andrade

Crianças

Janeiro 22, 2007 at 2:12 pm | In dia a dia | 4 Comments

Quem tem filhos, tem cadilhos,  sempre ouvi esta frase a minha mãe e a minha avó…

Parece mesmo que assim é …hoje estou assim preocupada com o meu meio kg de gente…

Porque que não podemos nós sofrer das maleitas por eles?

São eles que nos dão as mariores alegrias, mas também as maiores preocupações… 

Até Mais Não Poder Ser – Jorge Palma

Janeiro 19, 2007 at 1:59 pm | In Poema do dia | 13 Comments

Bonito
Eu só quero acordar e ver o mundo bonito
Abrir os olhos e ver alguém bonito
Sorrindo até mais não poder ser

Contente
Quero dar cambalhotas no ar e estar contente
Fazer amor e gostar de toda a gente
Contente até mais não poder der

A erva é mais verde do outro lado da montanha
E as estrelas parecem mais brilhantes
Nos arquipélagos do Sul
Há quem diga que a vida é mais fácil para lá de Espanha
E há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
Há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul

No peito
Eu só quero trazer o universo no peito
Ir encontrar as palavras lá no peito
Aberto até mais não poder ser

Mais tarde
Eu prefiro deixar a amargura para mais tarde
Fazer esperar a agonia até mais tarde
Mais tarde até mais não poder ser

A erva é mais verde do outro lado da montanha
E as estrelas parecem mais brilhantes
Nos arquipélagos do Sul
Há quem diga que a vida é mais fácil para lá de Espanha
E há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul
Há quem goste do céu mesmo quando ele não é azul Continue reading Até Mais Não Poder Ser – Jorge Palma…

Frase do Dia

Janeiro 19, 2007 at 1:41 pm | In Frase do dia | 6 Comments

Quem salva uma vida, salva a humanidade.

autor desconhecido

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